Rede elétrica: os avanços e a indispensável manutenção

Com o crescimento do setor de construção e engenharia civil a demanda por soluções na área de hidráulica e de elétrica também têm crescido exponencialmente. O caso que analisaremos agora é o da parte eletrica, especialmente no que concerne à segurança do trabalho e desse tipo de instalações.

De fato, embora um cano furado ou um problema na rede de esgoto possam gerar muitos transtornos, o que mais pode colocar em risco o conjunto da obra e até a vida dos frequentadores e habitantes do local são, sem dúvida, os problemas ligados às redes elétricas, seja no tocante à instalação, seja no quesito manutenção preventiva e corretiva.

Nesse contexto o papel do eletricista é essencial e existe há algumas décadas. Porém nos últimos anos essa profissão tem se especializado de maneira incrível.

Com isso, os avanços alcançados tanto na qualidade técnica quanto no design dos componentes elétricos têm permitido que os sistemas funcionem durante anos sem problemas visíveis. A própria data de validade e a segurança geral desses itens tem crescido.

Apesar das maravilhosas tecnologias e da engenharia, os sistemas elétricos, por mais bem projetados e instalados que sejam, não podem levar os proprietários e operadores a uma falsa sensação de segurança: é preciso muito cuidado e muita manutenção preventiva para não correr maiores riscos.

Sobre os tipos de manutenção

Para efeito de esclarecimento: a manutenção preventiva é aquela que cobre uma instalação periodicamente, independe de ter havido algum problema no funcionamento do conjunto, como modo de prevenir problemas.

Já a manutenção corretiva é aquela que ocorre como último recurso, quando o problema já aconteceu e o sistema está comprometido ou mesmo paralisado devido tal acontecimento.

Naturalmente, o ideal é que não se chegue nesse segundo ponto.

Foi pensando nisso, aliás, que a própria ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) emitiu a famosa NBR 5410, que regula toda a área de instalações elétricas, visando a garantir não apenas a excelência nos serviços prestados, como também a segurança dos operadores e dos frequentadores ou moradores dos locais de instalação.

Em seguida a ABNT aprofundou suas diretrizes através da NBR 14039 e da NBR 5419.

O papel dos profissionais da área

Hoje é muito comum ouvir falar sobre manutenção elétrica predial. Esse tipo de manutenção elétrica é altamente profissional e cobre todos os aspectos de monitoramentos, testes rotineiros e substituições necessárias de elementos de um sistema elétrico.

Tal serviço deve ser operado, naturalmente, por um profissional licenciado com um conhecimento completo tanto em sua área de atuação, quanto no que diz respeito às supracitadas diretrizes da ABNT.

Atualmente a manutenção profissional abrange várias áreas mais diversas. As principais são:

  • A comunicação digital;
  • As máquinas elétricas;
  • Os sistemas de iluminação;
  • A parte pneumática industrial;
  • A proteção contra surtos;
  • A parte dos transformadores;
  • A parte de geradores e nobreaks;
  • As cabines primárias/secundárias, etc.

Basta isso para vermos como a profissão de eletricista tem se tornado cada vez mais ampla e exigente.

Com uma dependência cada vez maior de tecnologias recentes ligadas à coleta de dados e às máquinas operadas por software de computador, a manutenção elétrica é hoje mais complicada e ao mesmo tempo mais vital do que nunca.

De fato, atualmente a falha de um único componente no sistema elétrico pode causar um longo tempo de inatividade ou perda de dados em uma multinacional a qual, por sua vez, se tiver algumas poucas horas de improdutividade pode ver um impacto de milhares ou mesmo milhões de reais em seu balanço geral.

Seguem abaixo dois exemplos diretamente ligados a isso.

As cabines de tensão e os nobreaks

No caso da manutenção de cabine primária, por exemplo, o que temos é o serviço prestado em um dos dispositivos mais importantes de toda a rede elétrica.

Não é difícil depreender isso do seu próprio nome, especialmente porque também existem as cabines secundárias, espalhadas conforme o setor e a demanda de cada uma das partes do sistema.

A cabine primária é responsável por nada menos que a entrada de energia elétrica, que a origem se dá nas concessionárias que prestam o serviço de abastecimento. Imagine o impacto de um mau funcionamento nesse dispositivo, o qual geralmente pode ser evitado por uma boa manutenção preventiva.

No entanto, imprevistos ocorrem. Por isso mesmo a boa manutenção não apenas previne defeitos, mas conta com soluções para o caso de eles ocorrem.

Nesse cenário, o famoso Plano B é a instalação de nobreak, que tem como função manter o funcionalidade dos equipamentos e muitos o conhece por já haver versões domésticas para esse recurso. É ele que alimenta o sistema elétrico em caso de queda ou oscilação de energia.

Naturalmente, no caso industrial e corporativo esse dispositivo é indispensável nos projetos de um eletricista que queria estar em dia com as novidades tecnológicas do seu setor.