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ano 6 - edição 59 - agosto/09


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Uma visão européia na iluminação brasileira

Eliana Zielonka - 15/06/2009

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klee@kleeiluminacao.com.br
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41-3233-5207

Empresária afirma que muitos lojistas daqui incorporam as novidades, lançadas em feiras no exterior, como se fossem a única solução

Ausente da direção da Klee Iluminação desde março de 2005, a empresária curitibana Eliana Zielonka está novamente à frente da loja que fundou há 19 anos. Ao mesmo tempo em que mata saudades da empresa que criou e deixou sob os cuidados da filha arquiteta, é grande a expectativa para aplicar o muito que aprendeu nos quatro anos em que morou na Europa. Segundo a empresária, a Klee está absolutamente nova, renascida. E os clientes agora contam com mais tecnologia e flexibilidade quanto às soluções propostas. Na bagagem, traz uma nova abordagem sobre os desafios que a arte da iluminação oferece. Isso inclui a utilização de uma mesma luminária em várias situações e o respeito pelas dificuldades dos ambientes. Alguns recintos, por exemplo, simplesmente não contam com pontos de luz no teto. No entanto, é preciso iluminá-lo assim mesmo.

Outra influência diz respeito à escolha de produtos. "Aprendi a ser mais flexível quanto à mistura de materiais, menos cartesiana. E a respeitar peças que antes considerava totalmente fora de uso numa condição normal, inserindo-as num novo conceito", afirma Eliana. Além disso, sua visão de mercado ficou mais ampla. Ela observa que, aqui no Brasil, os lojistas sabem o que está sendo lançado em feiras. E a partir deste conhecimento, incorporam as novidades como se elas fossem a única solução, praticamente descartando tudo o que havia antes. "Já na Europa existe uma soma, onde o novo convive com o pré-existente. Isto, inclusive, acrescenta um certo charme e respeito à memória", observa.

Outra tendência, de acordo com Eliana, é que o europeu prima pelo clean. "Quase sempre opta por peças únicas, muito grandes e com personalidade. As luminárias de mesa são gigantescas, abrangendo muitas vezes quase toda a superfície". Por incrível que pareça, ao invés de sufocar e entulhar, a sensação é de modernidade e ao mesmo tempo de aconchego. "Existe uma escolha de qual peça vai ser a estrela do ambiente, da casa. Pouca coisa, mas com personalidade".

No Velho Mundo

No período de ausência, a empresária Eliana Zielonka se dividiu entre a Inglaterra e a Espanha, e viveu muito próxima dos grandes centros. Como consumidora, pôde vivenciar várias situações das quais tinha uma visão equivocada. "Quando se está no Brasil, pensamos que tudo na Europa é novidade, design, produtos de ponta, inovações e respeito ao consumidor". Mas Eliana percebeu que não é bem assim. Embora as pesquisas e lançamentos saiam de lá por meio das grandes mostras e feiras, o povo é muito reticente no uso destas novidades.

"Nem nas casas dos profissionais do setor encontramos com facilidade o uso destes produtos. Muito diferente do Brasil. Aqui somos ousados, experimentais e criativos. Lá, de uma maneira geral, são medrosos. Outro aspecto que chamou muito minha atenção foi o desrespeito ao consumidor. Eles não fazem a mínima questão de nos atender bem. Descobrir o que o cliente quer? Nem pensar! Flexibilidade não existe", lembra. Por outro lado, como a mão de obra praticamente inexiste, os produtos vêm completos e de modo que sua instalação seja feita por qualquer pessoa.