Designers investem em criatividade para driblar a
Adriana Mugnaini - 13/04/2009
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Enquanto para alguns a crise é uma justificativa ao pessimismo para outros é o estímulo ao empreendedorismo. Segundo dados da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), em 2008 foram criadas 53.087 novas empresas, um aumento de 11,25% em relação a 2007. Em fevereiro deste ano, o número de empresas abertas foi de 4.256, no mesmo mês no ano passado, a marca chegou em 4.079. Em sua maioria, esses números são conseqüência de alterações fiscais, como a implantação do Supersimples, de incentivos tributários, como a isenção do ICMS, e da vontade do brasileiro de ter o seu próprio negócio.
Mas também há casos de empresários que buscam novas alternativas de renda, por vocação ou por detectar um nicho de mercado. É o caso das designers Fabiana Zimmermann e Vanessa Mezzadri, sócias da YUP Brasil, que partiram de experiências pessoais, de criar e administrar marcas, para oferecer aos seus clientes o serviço completo para abrir um novo empreendimento. \"O nosso objetivo é mostrar aos clientes o expertise na concepção, planejamento e comercialização de marcas. Unimos a visão estratégica do design com a vivência empresarial que adquirimos\", diz Fabiana.
Planos de negócios
A Clara Gatto e a Brasil YN Amor são empresas totalmente desenvolvidas pela YUP Brasil, desde a pesquisa de mercado até o desenvolvimento dos produtos. A primeira marca é focada no público feminino infantil, entre dois e dez anos, com a oferta de camisaria. É a adaptação de uma tendência européia de confecção de camisas com características artesanais, para exportação. \"A produção é em larga escala com o intuito de atender ao mercado internacional\", diz Vanessa.
Por outro lado, a Brasil YN Amor é um empreendimento direcionado à comercialização de bolsas, biquínis e peças de decoração que estampa a brasilidade em todas as suas variáveis, como cultura, hábitos e crenças. A pesquisa do mercado e a descoberta do nicho para a atuação da marca levou à identificação do perfil dos produtos, também voltados aos consumidores de outros países.
O estudo feito pela Jucepar mostra que para 2009, mesmo com a diminuição de poder de consumo dos brasileiros em virtude da crise, a onda de aumento de novas empresas será mantida.
Principalmente com a adesão de pequenos comerciantes à nova lei do Microempreendedor Individual (MEI), que contempla prestadores de serviços não regulamentados, como manicures, eletricistas, doceiros e feirantes. Só no Paraná, estima-se que entre 500 e 600 mil empresas sejam abertas em função do MEI, uma vez que o Estado representa de 5% a 6% do montante nacional.
Mais informações: www.yupbrasil.com.br
Dados estatísticos: www.juntacomercial.pr.gov.br
